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A figura da bruxa sob a perspectiva teórica de René Girard, na poesia de Amanda Lovelace Roseli Hieasike e Vera Lúcia Bastazin Este artigo analisa a figura da bruxa na literatura a partir dos poemas de A bruxa não vai para a fogueira neste livro, de Amanda Lovelace, em diálogo com Joseph Campbell e a teoria do desejo mimético de René Girard. A partir de dados históricos e etimológicos, discute-se o poder como objeto de desejo, contrapondo o fogo destruidor ao fogo transformador presente nos mitos das deusas-bruxas. Por fim, a leitura feminista dos poemas identifica a lógica do bode expiatório, conectando a bruxa da Inquisição à figura masculina contemporânea metaforizada como “o cara dos fósforos”. https://ojs.upf.br/index.php/rd/article/download/11214/114116222
Jardim do Éden revisitado Laraia, Roque de Barros Análise do mito de Lilith, primeira esposa de Adão, segundo a tradição judaica, que foi expurgada do texto, hoje conhecido, pela censura dos editores bíblicos que procuraram adequar o livro sagrado aos valores e padrões morais de suas épocas. O Autor mostra que esses cortes não foram suficientes para apagar totalmente a figura de Lilith da tradição oral e, muito menos, de alguns textos rabínicos. No decorrer deste mito fica claro que, ao consumir o fruto proibido, Adão adquiriu o conhecimento do bem e do mal e não apenas o da sexualidade. Mas, o mais importante é o fato que Lilith representa a primeira reação feminina ao domínio masculino. https://www.blogger.com/blog/post/edit/2880729238915341634/9129006622094704908#